Maternidade e matemática não combinam
Esqueça os números. Olhe para o seu bebê. Conecte-se, observe, leia os sinais e interprete-os corretamente. Ninguém conhece seu filho melhor do que você mesma.
Esqueça os números. Olhe para o seu bebê. Conecte-se, observe, leia os sinais e interprete-os corretamente. Ninguém conhece seu filho melhor do que você mesma.
Biologicamente, antropologicamente, psicologicamente… nossos recém-nascidos não foram feitos para dormir sozinhos. Eles nasceram para serem carregados.
Nunca compare seu filho com o de ninguém, nem mesmo com os seus próprios, ainda que sejam gêmeos idênticos. Cada ser humano é único e essa individualidade deve ser respeitada.
A maternidade cansa, mas pode ser leve. E não existe contradição nisso. O que a faz ser um peso é tentar se encaixar no padrão alheio.
Cheio de gorduras saudáveis, vitaminas e minerais, o leite materno é o alimento perfeito para construir os componentes celulares do intestino e do cérebro e fornecer combustível para seu ótimo funcionamento. Mas, há muito mais sobre o leite materno que havia sido negligenciado até agora. O ingrediente não mais secreto necessário para o desenvolvimento do intestino e do cérebro, o motivo pelo qual a amamentação prolongada é tão importante é: MICRÓBIOS!
A chegada de um bebê ao seio de uma família vira de ponta cabeça a vida como a conhecíamos até então. O momento pode ser vivido com ainda mais angústia se formos guiados por fobias em relação ao comportamento do ser humano ao nascer.
“Eu não tive leite” está para a amamentação assim como “eu não tive dilatação” está para o parto. A frequência com que escutamos estas sentenças, longe de ser uma constatação de algum problema genético próprio do nosso tempo, revela o quão longe estamos como mulheres do auto-conhecimento e da consciência do poder que possuímos.
Amamentar é uma questão de fé. Porque nem sempre o leite que produzimos será visível. É preciso crer, mesmo sem ver, no mecanismo da amamentação, na sua fisiologia perfeita que nos acompanha desde o surgimento da humanidade e que nos trouxe até aqui.
As fezes esverdeadas não são o único sintoma de “não receber suficiente gordura”.
O que você tem agora nos braços é um bebê, simplesmente isso. Sem rótulos.