O tempo que seu bebê passa no colo deixa marcas no seu DNA

Foto: Gabrielle Gimenez

A quantidade de contato íntimo e reconfortante entre os bebês e seus cuidadores pode afetar as crianças em nível molecular, um efeito detectável quatro anos depois, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC) e do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil da Colúmbia Britânica (BC Children’s Hospital).

Do que nossos filhos realmente precisam?

Do que nossos filhos realmente precisam?
Foto: Júlia Costa

Que difícil chegar a um mundo em que mal saímos do útero e já somos sufocados pelas expectativas de que enquadremos num padrão e alcancemos metas. Nascemos numa cultura que não respeita as necessidades da espécie da qual emana, que minimiza a importância do respeito ao processo de desenvolvimento, focando nos resultados a qualquer preço. Como se não estivéssemos criando filhos, mas apenas fazendo um investimento financeiro que, esperamos, nos dê um mínimo (e rápido) retorno. Silenciamos a individualidade do ser em nome da eficiência, da cômoda previsibilidade, da independência apressada. Esta é uma equação desastrosa.

Ausência materna e uso da chupeta

Ausência materna e uso da chupeta
Foto: Gabrielle Gimenez

A melhor forma de criar nossos filhos se baseia na prevenção de problemas futuros. Respeito pelo fundamental para nossa espécie é o que eles esperam de nós. Quando falamos do ideal, nos referimos a um nascimento respeitoso, à amamentação plenamente estabelecida, uma relação de apego construída entre o bebê e seus cuidadores com base no contato físico contínuo (dia e noite), tudo isso orquestrado pela responsividade.