Como ser mãe sem pirar na era da informação?

Foto: Elisa Elsie

Entre os conselhos da vovó, os livros, guias e manuais de amamentação, criação de filhos e saúde infantil, os horários e tabelas e recomendações sobre a rotina do bebê, gráficos de peso e altura, orientações profissionais diversas (algumas bem desatualizadas, infelizmente), mais o poço sem fundo que é a Internet (que pode ser fonte inesgotável de informação da melhor qualidade, assim como de pura desinformação), sem falar nos pitacos alheios, nas dicas de comadre, nas experiências dos outros… Pois bem, no meio desse balaio de gatos estamos nós, com os miolos fritando, as olheiras descendo pelas bochechas e um bebê (dois ou mais!) nos braços. Como conciliar tanta informação e canalizá-la para o bem sem perder a sanidade mental?

O desafio de aprender a respeitar o sono infantil

Foto: Gabrielle Gimenez

Dormir junto com as crias, embora seja algo inerente e natural da nossa espécie e algo que o bebê humano realmente precisa e espera ao nascer, é visto pela cultura ocidental industrializada como algo negativo ou a ser combatido.

O choro do bebê e as interferências precoces na infância

O choro do bebê e as interferências precoces na infância
Foto: Elisa Elsie

Os pais em geral não estão preparados para lidar com o choro do bebê e isto gera uma série de interferências externas, fragilização do vínculo e medicalização desnecessária da infância. Por isso a importância de ajustarmos as nossas expectativas em relação ao comportamento de um bebê ao mais próximo possível da realidade. Isto evitará frustrações, desespero diante do normal e nos protegerá contra o oportunismo de vendedores de métodos de adestramento infantil e de profissionais que receitam remédios pra acalmar os pais e não porque o bebê realmente precisa deles.

No amor pode haver exaustão

No amor pode haver exaustão
Foto: Gabrielle Gimenez

Aqui estou eu, exausta. Se dormi 30 minutos esta noite foi muito. Os gêmeos com virose, dessas que causam vômitos. Passei a madrugada em vigília. A máquina de lavar sem trégua, pra dar conta de todos os lençóis, cobertores e pijamas sujos. Justo num dia em que varamos a noite trabalhando, minha cabeça latejava e sequer tive tempo de tomar banho. O que eu poderia fazer? Dizer: “Ah, vocês já tem 4 anos, não são mais bebês. Já sabem onde está o banheiro e a roupa no armário. Se lavem, se troquem e voltem a dormir porque mamãe precisa descansar, porque se fico exausta não posso ser feliz”. Não faria o menor sentido não é mesmo? O jeito foi assumir meu papel e dar adeus a mais uma noite de sono.

Cama compartilhada: sim ou não?

Cama compartilhada: sim ou não?
Foto: Gabrielle Gimenez

Aqui vamos revisar os principais aspectos relacionados à prática da cama compartilhada: onde o bebê e os pais dormem melhor? Um pouco de história e evolução humana, reflexões antropológicas, evidências científicas, quais benefícios, regras de segurança, depoimentos de família e mais!

Quando os médicos não têm razão

Quando os médicos não têm razão
Foto: Elisa Elsie

A recomendação médica de complementação com leite artificial deveria ser para a amamentação como a de cesárea para a via de nascimento. Ou seja, a última opção, escolhida com o intuito de preservar a vida em casos de risco real e iminente. Mas os altos índices de cesárea e a baixa média de aleitamento materno exclusivo no país, bem distantes dos números recomendados pela Organização Mundial de Saúde, nos mostram que na prática não é bem assim.

Quem é sua tribo?

Quem é sua tribo no puerpério?
Foto: Elliana Allon

Nasce um bebê e nasce uma mãe. E estes nascimentos trazem consigo uma mistura de sentimentos, uma ebulição de hormônios e emoções, e, infelizmente, solidão. Não deveria ser assim. Nenhuma mãe deveria ser abandonada à própria sorte para criar seu filho. Mas já não vivemos em tribos e as estruturas familiares estão cada vez mais enxutas e fragilizadas. Nossa cultura preza o imediatismo, numa busca frenética pelo material. Como é possível viver o momento do puerpério num contexto como este sem enlouquecer por completo?

Os primeiros mil dias

Os primeiros mil dias
Foto: Gabrielle Gimenez

Cada dia de nossas vidas importa.

Mas estudos tem demonstrado que “começar” bem faz toda diferença na qualidade dos nossos dias no resto de nossas vidas. Especialmente os primeiros mil. Os 270 dias da gestação, mais 365 do primeiro e 365 do segundo ano de vida totalizam 1000 dias. E é nesse período que ocorrem as principais evoluções, modificações e adaptações que o ser humano necessita vivenciar para se adequar ao mundo, tanto física quanto emocional e cognitivamente. Por esse motivo a Organização Mundial de Saúde e demais órgãos competentes da infância ratificam com frequência a importância desse período no desenvolvimento humano.