Câncer de mama e a amamentação como prevenção

Câncer de mama e a amamentação como prevenção
Foto: Gabrielle Gimenez

Estamos começando mais um Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção ao câncer de mama. Embora se dê muita ênfase à importância do diagnóstico precoce, por que não falar de práticas que podem diminuir as chances de se chegar a desenvolver esta doença tão temida pelas mulheres? Uma delas é a amamentação. Quanto mais tempo a mulher amamentar mais protegida ela estará não apenas contra o câncer de mama, como também contra o câncer de ovário. E os benefícios da amamentação não param por aí.

“Há evidências consistentes de que o Aleitamento Materno (AM) exerce proteção contra o desenvolvimento de câncer de mama e de ovário, e de diabetes tipo 2 na mulher que amamenta[16]. Essa proteção é maior quanto mais duradoura for a amamentação.

“Metanálise recente, que incluiu 98 estimativas, detectou redução do risco de contrair carcinoma de mama de 22% para as mulheres que amamentaram quando comparadas às que nunca amamentaram, com evidente dose-resposta. […] Um estudo estimou que o risco de contrair câncer de mama diminuía 4,3% a cada 12 meses de amamentação[17].

“Assim como ocorre com o câncer de mama, a amamentação confere proteção contra o câncer de ovário, com efeito dose-resposta. Por meio de metanálise, estimou-se em 30% a redução da chance para desenvolver câncer de ovário em mulheres que amamentaram alguma vez na vida, com maior proteção para as que amamentaram mais. […] Existe uma estimativa de que para cada mês de amamentação haveria uma redução de 2% no risco de contrair a doença[18].

“[…] uma metanálise recente confirmou que o AM reduz as chances de a mulher desenvolver diabetes tipo 2, com proteção crescente à medida que a duração da amamentação aumenta: estima-se redução de 32% na chance de desenvolver a doença e redução de 9% para cada ano de amamentação[19]”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a amamentação se dê de forma exclusiva pelos primeiros seis (6) meses de vida e de forma complementar pelo mínimo de dois (2) anos, podendo ser mantida depois disso pelo tempo que a mãe e criança desejarem, não existindo prazo limite recomendado para o seu término.

Promover, apoiar e proteger a amamentação, portanto, é uma maneira eficaz de promover, apoiar e proteger a saúde da mulher.

[Leia mais em: O que você precisa saber sobre a amamentação “prolongada” e Crenças e mitos são um obstáculo ao fluir natural da amamentação]


Por Gabrielle Gimenez @gabicbs

Fonte da citação: Guia Prático de Atualização – Departamento Científico de Aleitamento Materno/Sociedade Brasileira de Pediatria/N. 1, Abril de 2017

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