A mãe perfeita é aquela cujo filho ainda não nasceu

A mãe perfeita é aquela cujo filho ainda não nasceu. Foto: Elisa Elsie
Foto: Elisa Elsie – Duas Estúdio

Não existe nada mais simples, fácil e indolor do que maternar o filho alheio. Com o mínimo de informação a gente tira o máximo de conclusões, emite diagnósticos e tem na ponta da língua um leque interminável de soluções rápidas para o “problema”, ainda que ninguém as tenha solicitado. Especialmente antes de sermos mães, mas tendo na cabeça toda a bagagem da teoria infalível. “Eu agiria de forma totalmente diferente”. “Meu filho jamais faria isso”, dizemos com toda a convicção.

Complexo, difícil mesmo e até doloroso é maternar a própria cria. A gente descobre que nem tudo é como dizem os manuais. Criança é gente, é indivíduo com personalidade própria, vontade, necessidades reais e imediatas. Percebemos nos defeitos e imperfeições da prole os nossos próprios e precisamos assumir nossa “parcela de culpa”. Somos confrontadas com nossa humanidade falha e limitada.

Apesar de termos as melhores das intenções, fracassar aqui e ali é inevitável. Diminuímos o padrão ideal de maternidade e pelo bem da nossa sanidade mental fazemos algumas concessões. Aparamos umas quantas cusparadas com a própria testa. Lutamos contra o sentimento de sermos a pior mãe do mundo. E descobrimos o valor grandioso e indispensável à sobrevivência materna da palavra empatia.

Todas precisamos de empatia, de um ombro amigo, de uma rede de apoio mesmo que virtual, de um “tamo junta”. Para que exista mais empatia no universo da maternidade, é importante que ela comece em cada uma de nós. Porque não somos a “pior mãe do mundo”, nem existe a “mãe perfeita”. Estamos todas no mesmo barco.

Que encontremos a informação e apoio necessários para tomarmos decisões conscientes a respeito do nosso maternar. Que aceitemos os nossos limites, mas que não nos contentemos com menos do que podemos alcançar. Que este seja o nosso desafio a cada novo dia: sermos as melhores mães que podemos chegar a ser.

Texto de Gabrielle Gimenez @gabicbs

Texto originalmente publicado na minha do Facebook em 25 de setembro de 2017 e modificado nesta edição.

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