Violência obstétrica: um relato pessoal
Só então eu entendi que o problema não estava comigo. O verdadeiro problema era o modelo obsoleto de assistência ao parto ao qual eu havia sido submetida. Entendi que havia sido vítima de violência obstétrica.
Só então eu entendi que o problema não estava comigo. O verdadeiro problema era o modelo obsoleto de assistência ao parto ao qual eu havia sido submetida. Entendi que havia sido vítima de violência obstétrica.
O puerpério é mesmo uma fase complicada de revolução hormonal, cansaço extremo, de lidar ao mesmo tempo com morte e nascimento.
A chegada de um bebê ao seio de uma família provoca um grande colapso. A noção do passar das horas, de dia e noite, de descanso, de ócio, deixam de existir por um tempo. Tudo se concentra em atender as necessidades urgentes do recém-nascido: alimento, higiene, sono, choro. A vida de repente se resume a isso. E temos que lutar contra um forte sentimento de inutilidade. Mas de onde ele vem?
Entender o desenvolvimento normal e esperado do bebê é fundamental para evitar frustrações e concentrar os esforços para que a recém mãe tenha o suporte necessário para atendê-lo com plenitude.
Só poderemos resistir à pressão da nossa cultura em relação ao desmame se soubermos exatamente quem são os verdadeiros inimigos da amamentação e tivermos a informação correta para questioná-los.