Você sabe o que é perturbação na amamentação?

Perturbação na amamentação. Agitação na amamentação.
Foto: Gabrielle Gimenez

A perturbação ou agitação na amamentação é um sentimento de aversão ao ato de sugar o seio, que leva a mulher a querer afastar a criança que está mamando imediatamente de si. A razão pela qual as mulheres experimentam isto não é totalmente conhecida. Não se trata de um sentimento racional, não envolve dor, apenas um desejo muito forte de fugir da situação, que pode ser acompanhado de sentimentos que oscilam entre a irritação e a raiva, ou como algumas descreveram, uma sensação de arrepio ou comichão na pele. A frequência e intensidade das sensações são variáveis (YATE, 2017¹). Em geral, pode acontecer com mulheres que amamentam crianças mais velhas, na presença ou não de uma nova gestação, ou que amamentam em tandem crianças de idades diferentes (quando se amamenta a mais velha), ou ainda durante a ovulação ou período menstrual, ou momentos de maior ansiedade e cansaço. A sensação desaparece assim que a criança solta o peito.

Maternidade e matemática não combinam

Desenvolvimento infantil. Sono Infantil. Amamentação. Introdução alimentar.
Foto: Duas Estúdio – Elisa Elsie & Mariana do Vale

Especialmente se nos referimos aos números usados para definir padrões rígidos e massificadores. O instinto se vê sufocado pelas regras dos outros, técnicas infalíveis, metas de perfeição. Deixamos de nos conectar para calcular, deixamos de compreender para seguir uma série de instruções, deixamos de acolher para alcançar um resultado a todo custo, deixamos de confiar em nós mesmas para depositar toda nossa esperança em métodos e parafernálias.

Seu bebê já dorme a noite toda?

Sono infantil. Bebê dorminhoco. Treinamento de sono. Cama Compartilhada. Sono do bebê.
Foto: Duas Estúdio – Elisa Elsie & Mariana Do Vale

Vou começar a cobrar a quem perguntar aos pais de um dos meus pacientes “seu bebê já dorme a noite toda?” A resposta a esta pergunta, embora ela pareça educada o suficiente, muitas vezes leva a um julgamento de como estamos nos saindo como novos pais. Temos bastantes juízes ao nosso redor. Além disso, a resposta é quase sempre “não” e fisiologicamente, essa é a resposta certa. A maioria das crianças não dorme a noite toda porque foi construída dessa maneira.

Sobre biotipo e programação genética no desenvolvimento infantil

Biotipo. Genética. Crescimento. Desenvolvimento infantil. Peso. Balança.
Foto: Gabrielle Gimenez

Vou usar os gêmeos para ilustrar a seguinte situação. São filhos do mesmo pai e da mesma mãe, gestados simultaneamente, nascidos com a mesma idade gestacional, cada um com sua própria placenta e sem problemas de restrição de crescimento intrauterino. Nasceram prematuros pré-termo com uma diferença de 3cm e 525g entre eles. Hoje, quase 4 anos depois, esta diferença é de 7cm e 3kg (sempre a favor do Matias) havendo recebido o mesmo leite (o materno) e tendo acesso ao mesmo tipo de alimentação. Foram (e ainda são) super saudáveis e se desenvolveram (e continuam) dentro dos marcos esperados para cada fase, mesmo se comparados a bebês nascidos à termo. Cada um no seu próprio ritmo. Nunca foram gordinhos como os bebês de propaganda, e até hoje mantêm o biotipo esbelto.

Aonde quero chegar com este exemplo?

Encontrando leveza em meio ao cansaço da maternidade

Maternidade. Cansaço. Leveza. Missão. Legado.
Foto: Gabrielle Gimenez

Maternidade cansa. Cansa mesmo. O nível de cansaço pode variar dependendo de uma série de fatores. Mas é uma atividade cansativa, enfim. Na verdade, muitas coisas nesta vida cansam: o trabalho, a farra com os amigos, vida comunitária, atividade física regular, noites em claro pela razão que seja. No geral, é um cansaço que traz algum tipo de recompensa. E com a maternidade não deveria ser diferente.

Um fato importante sobre amamentação prolongada que você precisa saber

Amamentação prolongada. Eixo intestino-cérebro. Microbioma. Leite Materno.
Foto: Gabrielle Gimenez

A Natureza é sábia. As mães das sociedades tradicionais amamentam seus filhos em seus primeiros anos, e há uma boa razão para isso. A Organização Mundial de Saúde recomenda a amamentação exclusiva durante os 6 primeiros meses e continuada por 2 anos ou mais. Mas, nos EUA, amamentar um bebê após seu primeiro aniversário é chamado de amamentação prolongada, e não é culturalmente aceito. Novos estudos estão provando que as mães que permitem seu filho decidir quando desmamar estão ajudando seus bebês a receber uma saúde mental e física ideal.

Fobias (pa)maternas no caos da chegada do bebê

Fobias maternas/paternas no caos da chegada do bebê
Foto: Elisa Elsie – Duas Estúdio

Se bem a chegada de um bebê ao seio de uma família vira de ponta cabeça a vida como a conhecíamos até então, este momento pode ser ainda pior se formos guiados por fobias em relação ao comportamento do ser humano ao nascer.

Normalmente elas surgem do desconhecimento sobre o que é normal e o que devemos esperar de um bebê. E, lamentavelmente, são reforçadas não só pelo senso comum da nossa sociedade, mas pelos próprios profissionais da saúde. Deles partem as recomendações para as interferências externas, intervenções comportamentais e medicalização de processos naturais, que terminam se acumulando em um efeito cascata que gera sofrimento e desconexão entre pais e filhos.